CPLEC

Centro Espírita Cantinho de Paz, Luz, Esperança e Desde 1965Caridade

Matérias Antigas

Mensagens

EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO

Este texto sobre a evolução do espírito, têm por objetivo demonstrar que todos os espíritos criados por Deus, um dia, chegarão à perfeição espiritual, a mesma alcançada por Jesus. Neste sentido, importa dizer que Deus nos criou para a perfeição e para sermos felizes. A Doutrina Espírita dá ao homem essa grande esperança através da sua filosofia espiritualista e eminentemente evolucionista, descortinando-lhe a sua gloriosa destinação reservada pelo Criador. Ao entender essa meta a conquistar com o seu próprio esforço, o homem sente-se plenamente motivado a regenerar-se e transformar-se em um homem de bem.



DETERMINISMO DIVINO

Para demonstrar todo esse processo evolutivo, passaremos aos fundamentos doutrinários fornecidos pela Doutrina Espírita. Comecemos com a expressão Determinismo Divino, significando a vontade soberana do Pai Celestial que criou todos os espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber, segundo a questão 115 de O Livro dos Espíritos.

PRINCÍPIO INTELIGENTE



Para entendermos a questão do Princípio Inteligente, vamos nos valer da pergunta 606 de O Livro dos Espíritos, na qual Allan Kardec indaga de onde tiram os animais esse princípio que constitui a alma de natureza especial de que estão dotados. A resposta dos Espíritos Instrutores a essa pergunta foi a de que as almas dos animais tiram o princípio inteligente do elemento inteligente universal. Em seguida, o Codificador do Espiritismo volta a questionar, no sentido de confirmar o que de fato havia entendido: “Então, emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais? ” A essa indagação responderam afirmativamente os Benfeitores Espirituais: “Sem dúvida alguma, porém, no homem, passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal”. Diante desses esclarecimentos, Allan Kardec, na questão 607, voltou a perguntar por onde passa o Espírito, então, na primeira fase do seu desenvolvimento. A resposta foi a de que o Espírito, na sua fase inicial, passa por uma série de existências que precedem o período a que nós chamamos de humanidade. E, na resposta ao item “a”, ainda da pergunta 607, os Instrutores Espirituais elucidam que “tudo em a natureza se encadeia e tende para a unidade. Nesses seres, cuja totalidade estamos longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora, individualiza pouco a pouco, e se ensaia para a vida. E é nesse trabalho preparatório que o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito”.

EXISTÊNCIAS PREPARATÓRIAS



Pelo que se depreende desses ensinos, o princípio inteligente, antes de passar à condição de Espírito, estagia nos reinos inferiores da natureza: Mineral, Vegetal e Animal, adquirindo em cada um desses reinos aprendizado longo e laborioso, constante e contínuo na esteira do tempo. No reino mineral, no qual predomina a rígida lei dos princípios químicos e físicos, o ser divino apenas obedece, pois é nesta fase que incorpora os segredos da Química e da Física. Após longo tempo, o reino vegetal surge como um novo campo de aprendizado, expressando, de um modo mais elaborado, os conhecimentos adquiridos pelo ser, num domínio dos princípios físico-químicos pela inteligência desenvolvida. Há, portanto, a predominância da inteligência sobre os rígidos fenômenos da matéria, apresentando características supramateriais, tal como a capacidade de responder aos estímulos ambientais. No reino animal, há claramente o domínio da inteligência para dirigir os recursos do funcionamento orgânico, quer seja ao nível celular ou sistêmico; o ser dirige a matéria, explorando suas potencialidades e conduzindo suas reações para fins específicos, com objetivos bem elaborados, conduzindo o ser para a condição hominal, resultado do longo aprendizado de forma contínua e interligada, o que chamamos de raciocínio inteligente. Em suma, podemos resumir tudo isso com a expressão do renomado filósofo espírita Léon Denis: “o Espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem”.

NIVEL EVOLUTIVO: ESPÍRITO



Ao encarnar em corpos humanos (Reino Hominal), em diversos mundos habitados, o Espírito inicia o processo da conquista do seu progresso intelectual, que, segundo a questão 780 de O Livro dos Espíritos, ocorre antes do progresso moral. Isso acontece porque a moral, sendo a regra do bem proceder, depende da capacidade do espírito de distinguir o que é o bem e o que é o mal. Essa capacidade lhe advém da inteligência, que lhe permite engendrar o seu progresso moral, ao passar pelas provas necessárias ao seu adiantamento, dentro da faixa do Livre Arbítrio que lhe é própria. A extensão dessa faixa em que o espírito transita, melhor dizendo, a liberdade de decidir com relação aos atos de sua existência, será sempre em função do progresso intelectual alcançado, e este, quanto maior, mais aumenta a responsabilidade dos seus atos. A área das provas em que o Espírito realiza a subida rumo à perfeição, começa desde a sua condição de Espírito imperfeito até a de Espírito puro, na qual estão representados os degraus respectivos do progresso intelectual e moral, que deverá subir para chegar à condição de Puro Espírito. É claro que, quando ainda imperfeito, ele pode permanecer estacionário, ou seja, não fazer qualquer esforço para progredir. No entanto, ele não permanece indefinidamente nesse degrau evolutivo, porque o Determinismo Divino funciona qual mola propulsora, impulsionando-o em direção à perfeição. É bom ressaltar também que o espírito não retrograda jamais. Isto é, não retroage do grau de evolução já alcançado, ao contrário do que alguns reencarnacionistas admitem ao esposarem o conceito da metempsicose, ou a hipótese da reencarnação de espíritos humanos em corpos de animais, como punição pelos erros cometidos em anterior existência. Isso negaria a evolução a que está sujeita toda a Criação, ou melhor, o progresso contínuo e ordenado dos seres e dos mundos em todo o Universo. Por outro lado, pode o Espírito no uso do livre-arbitrio ultrapassar o limite estabelecido pelas Leis Divinas e enveredar-se pelo caminho do mal, mas apenas até um certo ponto, pois a Lei do Progresso o faz retornar por esse mesmo caminho, a fim de entender as conseqüências do mal praticado e, com isso, levá-lo ao arrependimento e a respectiva reparação. Dessa maneira, o Espírito, então, retorna ao ponto de onde se afastou, reiniciando a sua marcha em direção à perfeição.

REENCARNAÇÃO E PROGRESSO



Na questão 127 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, perguntando aos Instrutores Espirituais se os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais, obteve neste sentido uma resposta afirmativa; porém, o complemento dos referidos Instrutores informa que cada um, utilizando o seu livre-arbítrio, progride mais ou menos rapidamente em inteligência ou moralidade. Sobre isto, o Codificador do Espiritismo comenta que os Espíritos que desde o princípio seguem o caminho do bem nem por isso são perfeitos. Não têm, é certo, os maus pendores, mas precisam adquirir a experiência e os conhecimentos indispensáveis para alcançarem a perfeição. Pelo que está claro nesses esclarecimentos, o Espírito precisa passar pela trajetória das reencarnações sucessivas para progredir, tanto no aspecto intelectual como no moral, utilizando o livre-arbítrio outorgado a ele por Deus. Eis porque Emmanuel, através de Chico Xavier, no livro O Consolador, fala das asas divinas do amor e da sabedoria, com que a alma humana penetrará, um dia, os pórticos sagrados da espiritualidade.

GRAUS DE EVOLUÇÃO



A partir do ponto em que o princípio inteligente se transforma em Espírito, apresentamos, resumidamente, os caracteres gerais das três ordens da escala espírita, conforme o grau de perfeição que ele tenha alcançado, segundo O Livro dos Espíritos.


Espíritos Imperfeitos – A questão 101 informa que eles se caracterizam pela predominância da matéria sobre o Espírito, e propensão para o mal. Além disso, são identificados pela ignorância, orgulho e egoísmo, bem como por todas as paixões que lhes são conseqüentes.


Bons Espíritos – Suas características gerais são, segundo a questão 107, a predominância do Espírito sobre a matéria e o desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais.

Espíritos Puros – Allan Kardec esclarece que eles não têm nenhuma influência da matéria. São portadores de superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens. Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Como eles alcançaram a soma da perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus (questões 112 e 113).


A SÍNTESE NA POESIA



O poeta paraibano Augusto dos Anjos, desencarnado em 1914 na cidade de Leopoldina, Minas Gerais, no poema Evolução, consegue magistralmente sintetizar todo esse estudo que fizemos baseado em O Livro dos Espíritos. A poesia, enviada através da psicografia do médium Francisco Candido Xavier, está publicada na obra Parnaso de Além-Túmulo, cujo teor é o seguinte:


“Se devassássemos os labirintos

Dos eternos princípios embrionários,

A cadeia de impulsos e de instintos,

Rudimentos dos seres planetários;

Tudo o que a poeira cósmica elabora

Em sua atividade interminável,

O anseio da vida, a onda sonora,

Que percorrem o espaço imensurável;

Veríamos o evolver dos elementos,

Das origens às sublimes asceses,

Transformando-se em luz, em sentimentos,

No assombroso prodígio das esteses;

No profundo silêncio dos inermes,

Inferiores e rudimentares,

Nos rochedos, nas plantas e nos vermes,

A mesma luz dos corpos estelares!

É que, dos invisíveis microcosmos,

Ao monólito enorme das idades,

Tudo é clarão da evolução do cosmos,

Imensidade nas imensidades!

Nós já que fomos os germes doutras eras,

Enjaulados no cárcere das lutas;

Viemos do princípio das moneras,

Buscando as perfeições absolutas.”

Gerson Simões Monteiro - Presidente da Rádio Rio de Janeiro.


1400 KHz AM / www.radioriodejaneiro.am.br - E-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br

O Efeito Antropogênico e a Degradação do Planeta

O Efeito Antropogênicos é aquele derivado de atividades humanas, em oposição a aqueles que ocorrem em ambientes naturais sem influência humana. Muitas vezes eles aceleram a degradação de um ambiente. Pode surgir a partir de atividades desenvolvidas pelos seres humanos na forma de resíduos químicos ou biológicos que são produzidos como subprodutos de atividades humanas. O exemplo mais claro para nossa sociedade é o Efeito Estufa produzido a partir do aumento de dióxido de carbono na atmosfera com origem antropogênica e é o fator principal por detrás das alterações climáticas.


O Planeta Terra é um ser vivo que evolui e se adapta. Dentro do espiritismo o ser humano evolui assim como o seu ambiente. Desta forma o planeta comporta-se tal qual um organismo que elimina o que não lhe faz bem e não se adequa mais a sua existência. Não seria a primeira extinção pela qual a vida no planeta terra passaria ou passará. Na realidade o planeta terra como uma entidade viva tem nos mostrado que por várias vezes ele já se adaptou a grandes mudanças e evoluiu para um estágio a frente. O senso comum tem a grande extinção dos dinossauros como grande referência de uma substituição das espécies dominantes de antes; E depois de um cataclismo a vida surge novamente. No entanto pergunta-se e quando este evento é provocado pela própria relação da Espécie com a Natureza, como devemos encarar?


Antes e depois destas extinções existiram espécies que foram sendo eliminadas à medida que o Planeta Terra evoluía. Até onde entendemos estas espécies não dominavam a faculdade intelectual de alterar o planeta e adapta-lo as suas necessidades habitando de forma pacifica o planeta junto à natureza. A necessidade destes seres pretéritos aos de hoje existirem podem ter sido diversas e as hipóteses variam desde o acaso até o depositário de uma carga genética inestimável que nos fez chegar ao ponto evolucionário de hoje. Hoje os seres humanos possuem a faculdade e o arbítrio de extinguir-se e privar o planeta de sua existência, o próprio planeta enquanto um organismo apresenta sinais de que a presença humana pode ser danosa a sua existência.


Fato é que a ciência hoje entende que o Planeta Terra é um grande organismo vivo que se denomina Biosfera os seres vivos presentes nele interagem para manter um equilíbrio relacional e quando este equilíbrio é rompido este organismo tenta expurgar o agente causador. Como em um organismo que apresenta febre mecanismos de defesas aparecem para eliminar a causa e fortalecer este Planeta. Não é necessário dizer que nosso curto tempo biológico não percebe isto, mas nossa ciência já nos mostrou diversas conclusões de seres que aqui habitaram antes do homem descer das árvores.


A pergunta que devemos fazer é por quanto tempo a espécie humana com suas atitudes permanecerá habitando este planeta? Por quanto tempo nosso corpo planetário vai nos permitir habitar este orbi sem no eliminar enquanto espécie dele?


O ser humano já acreditou que nosso planeta era plano, que a terra era o centro do universo e que por direito divino deveria dominar as demais espécies. As duas primeiras hipóteses já foram refutadas pela ciência e a terceira antes tida como uma atitude imperiosa vem sendo nos últimos anos desconstruída pelo próprio planeta. O planeta tem nos dado provas claras que o direito divino não existe se não respeitamos os demais seres vivos que conosco convivem a tecnologia tida como positivista e grande solução para controle e domínio da Natureza tem se mostrado falha para problemas que o homem apresenta em sua busca incessante de dominar e se desenvolver. A Física Clássica já nos apresentava que a Natureza tinha um comportamento dinâmico e não estático ela resolve seus problemas e tende sempre a buscar um equilíbrio o mais próximo possível do equilíbrio anterior, entretanto a solução nem sempre é pacífica e sem vítimas. Pode ocorrer a perda de territórios, de espécies, até mesmo com a extinção delas; E para o organismo terreno todas as espécies que aqui habitam são apenas células de um corpo que dentro dos bilhões de anos de vida são eliminadas e trocadas por células mais novas.


Diferente de nosso passado planetário, temos vivido um momento de reflexão por que como células pensantes deste planeta estamos destruindo mesmo, ou melhor, dizendo estamos tornando o planeta inabitável para nossa espécie e outras espécies que conosco evoluíram. Concluindo dentro da escala evolucionaria que planeta apresenta devemos perceber se nossa espécie permanecerá ou será extinta pelos atos por ela praticados. Nossa desculpa de Desenvolvimento, Conforto e Bem Estar tem se demonstrado infrutífera ante as necessidades do Planeta permanecer vivo e evoluindo. O que se deve colocar em reflexão é nossa relação enquanto espécie com as Demais Espécies que aqui habitam neste organismo Complexo que é a Terra.


Cicero Augusto Prudencio Pimenteira DSc.

Professor de Economia do Meio Ambiente

Universidade Federal Rural do RJ

É Impossível Negar a Existência de Deus

Na capa da Revista Época, em sua edição de 13 de novembro de 2006, vê-se estampada a seguinte manchete: “A CIÊNCIA VAI MATAR DEUS?”. Na chamada da matéria a respeito do assunto, no corpo da revista, lê-se o seguinte título e respectivo subtítulo:A Igreja dos Novos Ateus – Por que um grupo de cientistas partiu para uma cruzada contra a fé no mundo”.


Diante de tamanho absurdo, pretendo através de este artigo apresentar argumentos capazes de demonstrar que é impossível negar a existência de um ser responsável pela criação do Universo, valendo-me, para tanto, da contribuição de filósofos que trataram desse magno assunto ao longo de nossa história, e dos conceitos filosóficos apresentados pela Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, nas questões de 1 a 15 de “O Livro dos Espíritos”, em sua Primeira Parte – Das Causas Primárias.

De pronto, podemos afirmar que, com base nesses argumentos, iremos chegar à mesma conclusão do pensador francês La Bruyère:A impossibilidade de provar que Deus não existe é a melhor prova de sua existência.


ESTUDO DA FIGURA DE DEUS

Na realidade, os homens sempre se abstiveram de estudar a figura de Deus por não poderem entendê-Lo. No entanto, isso não impediu, absolutamente, que os grandes pensadores de todos os tempos, os maiores filósofos e estudiosos nos campos da Cosmologia e da Metafísica, tivessem dedicado sua inteligência e seu tempo à pesquisa e ao entendimento da figura do Criador de todas as coisas e seres do Universo, este tomado no sentido amplo. Criaram até uma ciência para isso, a Teodiceia.


Dois assuntos principais foram objeto do exame desses estudiosos: a) a existência de Deus, e b) a essência de Deus.

Deus Existe?
O grande filósofo da França, Descartes, baseia-se no chamado argumento ontológico, para afirmar que sim: eu tenho idéia de um ser, de um ente perfeito; este ente perfeito tem que existir, pois se não existisse faltar-lhe-ia a perfeição da existência, e então não seria perfeito. É o argumento pela evidência.
Outro vulto notável do pensamento francês foi Voltaire. Seu raciocínio é prático, ao afirmar: "O Universo me espanta e não posso imaginar que este relógio exista e não tenha relojoeiro". Assim, diante da realidade do Universo, é forçoso reconhecer que ele foi feito por alguém. Se esse alguém não foi o homem, só pode ter sido Deus.

ARGUMENTOS METAFÍSICOS


Deve-se, porém, ao famoso S. Tomaz de Aquino, autor da não menos famosa Summa Theológica,a prova da existência de Deus mais convincente, baseada nos argumentos metafísicos.


Mas antes de citá-los, devemos dizer que “metafísico” diz respeito ao estudo das ciências não físicas, e faz parte da Filosofia, cujo objeto é o estudo das causas primeiras ou primárias, das causas supremas. Dessas causas, uma é a maior, Deus. Assim sendo, argumentos metafísicos são sutis, transcendentes.

Como dissemos, Tomaz de Aquino, uma das maiores inteligências que o mundo já conheceu, nos diz que a existência de Deus pode ser provada por cinco vias, que são as do movimento, da causalidade, dos seres contingentes, dos graus de perfeição dos seres e da ordem do mundo.Tais argumentos podem, então, ser assim sintetizados:



1 - Se no mundo existe movimento ou mudança, que caracteriza o vir-a-ser, deve existir um motor primeiro que não seja movido por nenhum outro, pois se tudo fosse movido, teríamos o efeito sem causa;



2 - Há uma causa absolutamente primeira, transcendente às causas em geral; assim, se existem as causas segundas, deve existir acausa primeira, porque as causas segundas são efeitos. Aqui, é importante lembrar que os Espíritos definiram Deus exatamente como a Causa primária ou primeira de todas as coisas;



3 - Existem seres contingentes, que não possuem em si mesmos a razão de sua existência, que são, mas poderiam não ser; logo, se existem seres contingentes, deve existir um ser necessário;



4 - Nas coisas existem vários graus de perfeição, referentes à beleza, à bondade, à inteligência, à verdade; então, deve haver um serinfinitamente perfeito, porque o relativo exige o absoluto; e

5 - Prova pela ordem do mundo, pela organização complexa do Universo, pelo governo das coisas, tudo devido a uma inteligência ordenadora, superior, absoluta, necessária.


A EXISTÊNCIA DE DEUS E O ESPIRITISMO


Se não houvesse motivos outros para admitir a existência de Deus, um seria o bastante, conforme está na Questão 4 de “O Livro dos Espíritos” formulada por Allan Kardec: “Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?” Vejamos então a resposta dos benfeitores espirituais: "Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a Causa de tudo que não é obra do homem e a vossa razão responderá". E Kardec acrescenta: "O universo existe, logo tem uma causa". Por tudo isso, repetimos: Deus é a causa primária de todas as coisas.

Para se crer em Deus, portanto, nem é preciso ser religioso. Basta lançar o nosso olhar sobre as obras da Criação e usar o raciocínio que a própria ciência utiliza, acima enunciado pelos benfeitores espirituais a Allan Kardec. Se procurarmos a causa de tudo o que existe no Universo, e que não foi feito pelo homem, logicamente encontraremos como resposta a criação de Deus. Eis porque a Doutrina Espírita assevera que “Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas”, conforme a primeira questão de “O Livro dos Espíritos”, publicado por Allan Kardec em 18 de abril de 1857.
Ora, se o Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar de que essa causa seja Deus é negar que todo efeito tem uma causa, e admitir que o “nada” pôde fazer alguma coisa. Quem poderia, por exemplo, ter criado as estrelas, disseminadas aos milhões no espaço infinito? Aliás, instintivamente pode-se crer também na existência de Deus, pois esta é uma idéia universal que se observa mesmo nas criaturas mais atrasadas ou selvagens. Isso prova que esse sentimento não é fruto da educação, ou resultado de idéias adquiridas.

Portanto, podemos afirmar que esse “relógio”, valendo-me do pensamento de Voltaire, esse incomensurável mecanismo que é o Universo, foi projetado e executado por uma grande inteligência, a que denominamos Deus, ou o mesmo que: Grande Arquiteto, Alá, Jeová, Grande Foco, Oxalá, Energia Suprema, cognominado por diversas crenças e religiões.


Gerson Simões Monteiro é Presidente da Fundação Cristã-Espírita

Cultural Paulo de Tarso Operadora da Rádio Rio de Janeiro

e-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br.



Felicidade e Merecimento por Ermance Dufaux

="“(...) e o que semeia em abundância,em abundância também ceifará” II Corintios, 9:6

Anote alguns caminhos para construir tua felicidade:A superação das culpas.

O perdão incondicional.

O desapego de bens e afetos.

A consciência tranquila.

Amar o trabalho.

Descansar somente o necessário.

Interessar pelo esclarecimento.

Aprender a gostar de si.

Erguer a caridade em teus passos

O bem do próximo.

O conhecimento de si.

A fé no futuro.

A paciência com o progresso pessoal.

A instrução libertadora.

O gesto incomum pelo bem de alguém.

O esquecimento das quedas

A vitória sobre os impulsos.

A tolerância incondicional com todos.

A fraternidade nas relações.

O dever bem cumprido.

A ausência do desânimo.

O otimismo incansável.

Como vemos, felicidade não é acontecimento de sorte ou escolha do destino. É uma

conquista do esforço permanente pela melhoria de si mesmo perante o próximo, a

vida e Deus. Felicidade é a soma do bem que semeamos, portanto, uma questão de merecimento.

Ermance Dufaux.

Mensagem psicografada pelo médium Wanderley Soares de Oliveira, em 17 de novembro 2007, na SED – Sociedade Espírita Ermance Dufaux, em Belo Horizonte, Minas Gerais

Panela de Pressão

Quando um alimento resiste ao cozimento permanecendo duro, logo tomamos uma decisão radical, panela de pressão nele. Com essa comparação podemos analisar o momento apocalíptico que vivemos e concluir: estamos na panela.


Durante nossa jornada evolutiva tivemos todas as oportunidades para amaciar nossas almas no fogo brando da vida e o Grande Chefe usou os mais diversos temperos, como Buda, krishna, Moisés, Lao Tsé e o tempero completo Jesus, mas deixou que fôssemos o sal de Terra para que, usando o livre arbítrio, pudéssemos dar o ponto certo, experimentando, vida após vida, reencarnando, e eis que chega a grande prova para mudarmos de estágio, dando adeus às coisas de criança como anunciou Paulo de Tarço.

E o que significa esta separação?


Na verdade é bem simples compreender se olharmos nossas escolas e seus sistemas; o aluno que ingressa numa escola tem aí todo o material para que aprenda e vá construindo seu conhecimento ano após ano passando de série conforme absorve esse saber, e se não consegue em um ano, tenta mais uma vez, repetindo este. E essas escolas, são divididas em graus apropriados as faixas etárias, indo da educação infantil às faculdades e suas especializações.


E o que acontece com aquele que atinge um certo limite de reprovações numa escola? Ele pode ser convidado a ir para outro tipo de escola, pois ele mesmo não se sente bem vendo a geração inicial de seus amigos avançando e ele estacionado, e essa mesma escola também evolui adaptando-se as novas gerações cada vez mais informadas precocemente.

Essa escola é a Terra e os alunos somos todos nós; a infância espiritual pode ser comparada com a do homem onde na educação infantil não se prioriza a promoção através da avaliação com provas (quantitativas) e sim a observação do seu desenvolvimento das suas habilidades, respeitando o tempo de cada um, depois quando mais dono de si começa um ritmo de aprendizado mais intenso.


E os reprovados onde ficam nessa história?

Bem esses terão que ir para escolas com novos estímulos para seu aprendizado voltando a um estado mais parecido com o da infância espiritual para que possam redescobrir suas habilidades esquecidas em seus equívocos vivências.

Marcos Veda e Colaboração de Cristiane Linhares de Souza.


Estudo sobre o livro Tudo Sobre o Espiritismo Unificado - Capítulo 1

Apesar do nome - esse livro escrito pelo nosso Presidente Fundador, Fernando de Magalhães, baseado em seus estudos e com a colaboração de seus mentores espirituais – não pretende de forma alguma esgotar o tema abordado. Se tomarmos como exemplo apenas o Espiritismo, já é suficiente para uma enciclopédia; quando, então, falamos de Espiritismo Unificado, precisaríamos de mais alguns fascículos dessa mesma enciclopédia para começarmos a tratar do assunto.




O que nosso querido irmão Fernando de Magalhães quis fazer foi lançar luz sobre essa tríade maravilhosa (religião, filosofia e ciência) sob a perspectiva de uma possível unificação. Assim, também, foi fundada nossa Casa de Caridade, com a Bandeira da Unificação trazida por Bezerra de Menezes, através da mediunidade missionária de nosso Presidente Fundador.

Com base nessa obra, abordaremos os capítulos mais interessantes, com temas que sejam de interesse geral para aqueles que se afinam com nossa filosofia e desejam pensar, refletir e buscar suas próprias respostas e “verdades”.

Para iniciarmos, falaremos sobre o Capítulo I – Primeira parte



Análise dos planos ou degraus espirituais. Nesse tópico, nosso irmão Fernando discorre sobre uma das possíveis divisões dos planos espirituais que compõem o astral do nosso planeta. Eles não são divisões físicas, delimitadas. Podemos pensar neles como se fossem universos paralelos coexistindo e se retroalimentando o tempo todo.

Ele inicia com o plano material, onde vivemos atualmente e sobre o qual não há dúvidas, pelo menos não entre nós, encarnados. Já o nosso irmão Inácio Ferreira, espírito que escreve pela mediunidade de Carlos A. Bacceli, nos traz notícias de espíritos umbralinos que duvidam que exista outra realidade que não seja a deles. Em outras palavras, não acreditam na possibilidade da reencarnação e, consequentemente, creem que nosso plano seja uma invenção dos espíritas desencarnados. Interessante, não é? E nós pensando que nossa perspectiva fosse única.

Continuando, o Sr. Fernando discorre a cerca dos umbrais da erraticidade, onde encontramos locais muito semelhantes aos da nossa Terra material. Se considerarmos que tudo que existe é uma projeção daquilo que conhecemos e acreditamos, torna-se muito natural que os locais, habitados pelos espíritos nos astral, se assemelhem ao que eles conheceram e conviveram na Terra. Por isso, a necessidade de higienizarmos nosso campo mental, purificarmos nossos sentimentos para que tenhamos maior afinidade com locais de paz e harmonia.

Há ainda explicações sobre hospitais e moradas dos planos ainda etéreos, porém mais elevados da nossa Terra, onde se localizam colônias de estudo e progressão espiritual para irmãos que já tenham condições vibratórias de lá viver.

Também se discorre a cerca dos planos espirituais, que chegam até nós para nos reequilibrar e nos curar das várias doenças que insistimos em gerar para nós mesmos; chegando, finalmente, ao divino, nossa origem e destino final. Seria irresponsabilidade tentar discorrer sobre algo tão acima da nossa capacidade mental, por isso vamos apenas dizer que é nossa meta maior – alcançar nosso Criador de alguma forma, ainda não bem compreendida por nós.

Destacamos dessa breve explicação, a possibilidade generosa e renovadora da evolução. Todos nós podemos passar por esses estágios até atingirmos o mais alto grau de conhecimento atual, ou seja, alcançarmos o que chamamos de Divino. Finalizo, então, perguntando: o que, de fato, nos falta para tomar o rumo de mais alto, nos libertarmos de nossas mazelas espirituais (geradoras das materiais)? Jesus já nos deu a dica: “se tiveres fé do tamanho de um grão de areia, sereis capazes de mover montanhas”. Será que não é isso que nos falta? Um pouco mais de fé nas premissas da religião que professamos, a qual nos ensina sobre a Lei de Causa e Efeito e de Afinidade? Convidamos à leitura e reflexão.

Paz e harmonia,

Sheila F. Moreira


Como se dá a Evolução do Espírito

Este texto sobre a evolução do espírito, têm por objetivo demonstrar que todos os espíritos criados por Deus, um dia, chegarão à perfeição espiritual, a mesma alcançada por Jesus. Neste sentido, importa dizer que Deus nos criou para a perfeição e para sermos felizes. A Doutrina Espírita dá ao homem essa grande esperança através da sua filosofia espiritualista e eminentemente evolucionista, descortinando-lhe a sua gloriosa destinação reservada pelo Criador. Ao entender essa meta a conquistar com o seu próprio esforço, o homem sente-se plenamente motivado a regenerar-se e transformar-se em um homem de bem.



DETERMINISMO DIVINO

Para demonstrar todo esse processo evolutivo, passaremos aos fundamentos doutrinários fornecidos pela Doutrina Espírita. Comecemos com a expressão Determinismo Divino, significando a vontade soberana do Pai Celestial que criou todos os espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber, segundo a questão 115 de O Livro dos Espíritos.

PRINCÍPIO INTELIGENTE



Para entendermos a questão do Princípio Inteligente, vamos nos valer da pergunta 606 de O Livro dos Espíritos, na qual Allan Kardec indaga de onde tiram os animais esse princípio que constitui a alma de natureza especial de que estão dotados. A resposta dos Espíritos Instrutores a essa pergunta foi a de que as almas dos animais tiram o princípio inteligente do elemento inteligente universal. Em seguida, o Codificador do Espiritismo volta a questionar, no sentido de confirmar o que de fato havia entendido: “Então, emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais? ” A essa indagação responderam afirmativamente os Benfeitores Espirituais: “Sem dúvida alguma, porém, no homem, passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal”. Diante desses esclarecimentos, Allan Kardec, na questão 607, voltou a perguntar por onde passa o Espírito, então, na primeira fase do seu desenvolvimento. A resposta foi a de que o Espírito, na sua fase inicial, passa por uma série de existências que precedem o período a que nós chamamos de humanidade. E, na resposta ao item “a”, ainda da pergunta 607, os Instrutores Espirituais elucidam que “tudo em a natureza se encadeia e tende para a unidade. Nesses seres, cuja totalidade estamos longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora, individualiza pouco a pouco, e se ensaia para a vida. E é nesse trabalho preparatório que o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito”.

EXISTÊNCIAS PREPARATÓRIAS



Pelo que se depreende desses ensinos, o princípio inteligente, antes de passar à condição de Espírito, estagia nos reinos inferiores da natureza: Mineral, Vegetal e Animal, adquirindo em cada um desses reinos aprendizado longo e laborioso, constante e contínuo na esteira do tempo. No reino mineral, no qual predomina a rígida lei dos princípios químicos e físicos, o ser divino apenas obedece, pois é nesta fase que incorpora os segredos da Química e da Física. Após longo tempo, o reino vegetal surge como um novo campo de aprendizado, expressando, de um modo mais elaborado, os conhecimentos adquiridos pelo ser, num domínio dos princípios físico-químicos pela inteligência desenvolvida. Há, portanto, a predominância da inteligência sobre os rígidos fenômenos da matéria, apresentando características supramateriais, tal como a capacidade de responder aos estímulos ambientais. No reino animal, há claramente o domínio da inteligência para dirigir os recursos do funcionamento orgânico, quer seja ao nível celular ou sistêmico; o ser dirige a matéria, explorando suas potencialidades e conduzindo suas reações para fins específicos, com objetivos bem elaborados, conduzindo o ser para a condição hominal, resultado do longo aprendizado de forma contínua e interligada, o que chamamos de raciocínio inteligente. Em suma, podemos resumir tudo isso com a expressão do renomado filósofo espírita Léon Denis: “o Espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem”.

NIVEL EVOLUTIVO: ESPÍRITO



Ao encarnar em corpos humanos (Reino Hominal), em diversos mundos habitados, o Espírito inicia o processo da conquista do seu progresso intelectual, que, segundo a questão 780 de O Livro dos Espíritos, ocorre antes do progresso moral. Isso acontece porque a moral, sendo a regra do bem proceder, depende da capacidade do espírito de distinguir o que é o bem e o que é o mal. Essa capacidade lhe advém da inteligência, que lhe permite engendrar o seu progresso moral, ao passar pelas provas necessárias ao seu adiantamento, dentro da faixa do Livre Arbítrio que lhe é própria. A extensão dessa faixa em que o espírito transita, melhor dizendo, a liberdade de decidir com relação aos atos de sua existência, será sempre em função do progresso intelectual alcançado, e este, quanto maior, mais aumenta a responsabilidade dos seus atos. A área das provas em que o Espírito realiza a subida rumo à perfeição, começa desde a sua condição de Espírito imperfeito até a de Espírito puro, na qual estão representados os degraus respectivos do progresso intelectual e moral, que deverá subir para chegar à condição de Puro Espírito. É claro que, quando ainda imperfeito, ele pode permanecer estacionário, ou seja, não fazer qualquer esforço para progredir. No entanto, ele não permanece indefinidamente nesse degrau evolutivo, porque o Determinismo Divino funciona qual mola propulsora, impulsionando-o em direção à perfeição. É bom ressaltar também que o espírito não retrograda jamais. Isto é, não retroage do grau de evolução já alcançado, ao contrário do que alguns reencarnacionistas admitem ao esposarem o conceito da metempsicose, ou a hipótese da reencarnação de espíritos humanos em corpos de animais, como punição pelos erros cometidos em anterior existência. Isso negaria a evolução a que está sujeita toda a Criação, ou melhor, o progresso contínuo e ordenado dos seres e dos mundos em todo o Universo. Por outro lado, pode o Espírito no uso do livre-arbitrio ultrapassar o limite estabelecido pelas Leis Divinas e enveredar-se pelo caminho do mal, mas apenas até um certo ponto, pois a Lei do Progresso o faz retornar por esse mesmo caminho, a fim de entender as conseqüências do mal praticado e, com isso, levá-lo ao arrependimento e a respectiva reparação. Dessa maneira, o Espírito, então, retorna ao ponto de onde se afastou, reiniciando a sua marcha em direção à perfeição.

REENCARNAÇÃO E PROGRESSO



Na questão 127 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, perguntando aos Instrutores Espirituais se os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais, obteve neste sentido uma resposta afirmativa; porém, o complemento dos referidos Instrutores informa que cada um, utilizando o seu livre-arbítrio, progride mais ou menos rapidamente em inteligência ou moralidade. Sobre isto, o Codificador do Espiritismo comenta que os Espíritos que desde o princípio seguem o caminho do bem nem por isso são perfeitos. Não têm, é certo, os maus pendores, mas precisam adquirir a experiência e os conhecimentos indispensáveis para alcançarem a perfeição. Pelo que está claro nesses esclarecimentos, o Espírito precisa passar pela trajetória das reencarnações sucessivas para progredir, tanto no aspecto intelectual como no moral, utilizando o livre-arbítrio outorgado a ele por Deus. Eis porque Emmanuel, através de Chico Xavier, no livro O Consolador, fala das asas divinas do amor e da sabedoria, com que a alma humana penetrará, um dia, os pórticos sagrados da espiritualidade.

GRAUS DE EVOLUÇÃO



A partir do ponto em que o princípio inteligente se transforma em Espírito, apresentamos, resumidamente, os caracteres gerais das três ordens da escala espírita, conforme o grau de perfeição que ele tenha alcançado, segundo O Livro dos Espíritos.


Espíritos Imperfeitos – A questão 101 informa que eles se caracterizam pela predominância da matéria sobre o Espírito, e propensão para o mal. Além disso, são identificados pela ignorância, orgulho e egoísmo, bem como por todas as paixões que lhes são conseqüentes.


Bons Espíritos – Suas características gerais são, segundo a questão 107, a predominância do Espírito sobre a matéria e o desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais.

Espíritos Puros – Allan Kardec esclarece que eles não têm nenhuma influência da matéria. São portadores de superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens. Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Como eles alcançaram a soma da perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus (questões 112 e 113).


A SÍNTESE NA POESIA



O poeta paraibano Augusto dos Anjos, desencarnado em 1914 na cidade de Leopoldina, Minas Gerais, no poema Evolução, consegue magistralmente sintetizar todo esse estudo que fizemos baseado em O Livro dos Espíritos. A poesia, enviada através da psicografia do médium Francisco Candido Xavier, está publicada na obra Parnaso de Além-Túmulo, cujo teor é o seguinte:


“Se devassássemos os labirintos

Dos eternos princípios embrionários,

A cadeia de impulsos e de instintos,

Rudimentos dos seres planetários;

Tudo o que a poeira cósmica elabora

Em sua atividade interminável,

O anseio da vida, a onda sonora,

Que percorrem o espaço imensurável;

Veríamos o evolver dos elementos,

Das origens às sublimes asceses,

Transformando-se em luz, em sentimentos,

No assombroso prodígio das esteses;

No profundo silêncio dos inermes,

Inferiores e rudimentares,

Nos rochedos, nas plantas e nos vermes,

A mesma luz dos corpos estelares!

É que, dos invisíveis microcosmos,

Ao monólito enorme das idades,

Tudo é clarão da evolução do cosmos,

Imensidade nas imensidades!

Nós já que fomos os germes doutras eras,

Enjaulados no cárcere das lutas;

Viemos do princípio das moneras,

Buscando as perfeições absolutas.”

Gerson Simões Monteiro - Presidente da Rádio Rio de Janeiro.


1400 KHz AM / www.radioriodejaneiro.am.br - E-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br


Mensagem do Papa Francisco enviada aos Brasileiros e atletas da olimpíada

"Queria agora dirigir uma saudação afetuosa ao povo brasileiro, em particular à cidade do Rio de Janeiro, que acolhe atletas e torcedores do mundo inteiro por ocasião da Olimpíada".




"Diante de um mundo que está sedento de paz, tolerância e reconciliação, faço votos de que o espírito dos Jogos Olímpicos possa inspirar a todos, participantes e espectadores, a combater o bom combate e a terminar juntos a corrida, almejando alcançar como prêmio não uma medalha, mas algo muito mais valioso: a realização de uma civilização onde reine a solidariedade, fundada no reconhecimento de que todos somos membros de uma única família humana, independentemente das diferenças de cultura, cor da pele ou religião", afirmou em sua tradicional audiência geral das quartas-feiras no Vaticano.

"E aos brasileiros, que com sua característica alegria e hospitalidade organizam a festa do esporte, desejo que esta seja uma oportunidade para superar os momentos difíceis e comprometer-se a 'trabalhar em equipe' para a construção de um país mais justo e mais seguro, apostando num futuro cheio de esperança e alegria! Que Deus abençoe a todos!